Zezé Macedo Nasceu em Silva Jardim, no Rio de Janeiro em 1916. Sua carreira artística se iniciou em 1953, quando trabalhava como secretária do dramaturgo Dias Gomes, no departamento artístico da Rádio Tamoyo do Rio de Janeiro. Ao faltar uma atriz para fazer o papel de ingênua numa novela que ia ao ar, eles se lembraram de Zezé, que poderia falar um pouco e tapar o buraco. Foi imediatamente contratada. Atuou também durante cinco anos na Rádio Nacional. Em seguida, demonstrou interesse por papéis cômicos e foi chamada pela TV Tupi para fazer o papel de uma criadinha engraçada na novela "Eu, a Mulher e os Filhos". Não havia tipos que Zezé não fez. Desde a pretinha saliente até a francesa pernóstica, passou por todos os estágios e se saiu bem, a ponto de fazer sucesso em todos os cantos do país. A atriz foi uma das principais estrelas do cinema nacional, tendo estreado com "O Petróleo é Nosso", de Watson Macedo, em 1954, onde fazia uma doméstica. Em seu filme predileto, "De Vento em Popa" (1957), ela deixou de ser a empregadinha para usar jóias caríssimas, roupas extravagantes e cantar trechos de ópera, na pele de uma socialite perseguida por Oscarito. As chanchadas da Atlântida trouxeram-lhe a fama, a ponto de Oscarito classificá-la como a maior comediante do Brasil e Grande Otelo compará-la a Charles Chaplin. Em mais de 108 participações cinematográficas, uma de suas últimas aparições na tela foi em "As Sete Vampiras", de Ivan Cardoso. Casou-se duas vezes, a segunda delas com Victor Zambito, cantor da Companhia Gomes Leal, onde também atuava. Ficaram 38 anos casados e não tiveram filhos. Zezé dedicou-se ainda à poesia, com quatro livros publicados. Zezé Macedo faleceu em 08/10/1999,  aos 85 anos. Seu corpo foi cremado no Cemitério São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro, e as cinzas foram jogadas no jardim do prédio onde morava.